OBJECTO DO MÊS / SETEMBRO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

URNAS FLOREIRAS

produzidas na fábrica Limoges Haviland & C.ª (?). Final do séc. XIX.

Estas urnas, em porcelana com decoração polícroma sobre fundo branco, podem ser usadas como floreiras bastando tirar a tampa e usar o requintado depósito interior.

CR-110 L – 23cm A – 41 cm

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“Aquando das descobertas das jazidas de caulino em Saint Yrieux, [França] Massié, possuidor desde 1771 duma pequena fábrica de faiança na zona, decide fabricar porcelana.  Associando-se então os irmãos Grellet e apoiado pelo intendente da região, Turgot, que lhe concede alguns privilégios, reforça a protecção da nova manufactura em 1773, colocando-se sobre o patronato do visconde de Limoges que era, simultaneamente, conde d’Artois, irmão do rei e futuro Carlos X. Naquela data e até 1777, a fábrica passa a chamar-se Manufactura Real de Porcelana de França. Produz serviços, jarras e peças utilitárias em porcelana de boa qualidade, duma brancura e translucidez perfeitas, sendo as suas peças muito apreciadas. Contudo, face a dificuldades financeiras, a fábrica de Limoges passa em 1748, à propriedade do rei Luís XVI, tornando-se manufactura filial de Sèvres até à Revolução. Cerca de 1797, o homem que havido sucedido a Grellet, François Alluaud, instala em Limoges uma nova fábrica, libertando-se da influência de Sèvres, tentando inaugurar um estilo diferente. Contudo, as exigências do mercado e a industrialização, obrigam à modernização dos processos artesanais de produção.

Em 1834 floresce na região de Limoges, uma profusão de pequenas manufacturas de porcelana. Era preciso considerar a fusão destas pequenas empresas face às exigências da economia e rentabilidade. No séc. XIX, em 1842, um americano, David Haviland, instala-se em Limoges. Adaptando a produção às necessidades do mercado e da técnica, rodeia-se de artistas de renome que lançam decorações douradas a relevo que fazem grande sucesso. A geração Haviland, com uma visão moderna de exploração, procede desde início a reformas na estrutura da fábrica e desenvolve uma produção de grande qualidade adaptando técnicas de fabrico e decoração mais rentáveis. As suas peças decorativas e serviços de mesa luxuosos têm, desde logo, uma vasta clientela assegurada ao nível tanto da velha aristocracia como da noca classe burguesa, com poder de compra. É a primeira fábrica a exportar em grande quantidade para os Estados Unidos, onde a sua produção tem grande sucesso, sendo fornecedores da Casa Branca”

 

 

In “Porcelana Europeia: Reservas do Palácio Nacional da Ajuda”, Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, 1987, p.114

 

 

Doação de D. Maria Antónia de Carvalho Mendes Ribeiro ao MNS.

 

Nasceu na cidade do Porto, a 17 de agosto de 1936, faleceu a 03 de janeiro de 2019. Foi Licenciada em Biologia pela Universidade de Coimbra. Poetisa com vários livros editados. Além da poesia dedicou-se também à fotografia e à pintura tendo produzido muitos trabalhos. Foi membro da Associação de Escritores Portugueses e da Associação do Idioma e Culturas em Português.

 

Serviço de Mesa produzido região de Limoges em França, cerca de 1890. Manufatura William Guérin (1870-1932). O serviço composto por pratos de sopa,

raso e sobremesa, terrinas, travessas e taças, apresenta uma elegante decoração

de estilo neo-rocaille, com delicados arranjos florais em anil e lilás, interligados com curvas e ondulações, em dourado, inspiradas na natureza. A superficie de base possui subtis ondulações que dialogam com os motivos marinhos (conchas e algas), numa suave volumetria que evidencia as qualidades etéreas da porcelana.

Da doação faz também parte, um par de pitorescas gravuras assinadas por José Relvas (1858-1929), pioneiro da fotografia. (Em exposição na Sala Jorge Barradas,1.º piso)