OBJECTO DO MÊS / MARÇO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Margem do Rio Sena

ANTÓNIO SAÚDE.

Pintura a óleo sobre tela, datado de 1913. Paisagem bucólica de uma das margens do rio Sena, Paris, com abundante vegetação.

PN-156

Larg.39,4 cm; Alt. 31,7 cm

 

“António Manuel da Saúde – Pintor contemporâneo (1875-1958), discípulo de Carlos Reis. Distinguiu-se como paisagista de delicado sentimento lírico e de paleta suave, que traduziu com finura toda a gama dos verdes dos arvoredos, campinas e almeiros. Também se afirmou excelente marinhista, preferindo os aspectos de névoa que levam a uma surdina tonal de brancos e azuis. Ingressou no grupo Silva Porto, chefiado por Carlos Reis, e foi partidário acérrimo do ar-livrismo. Figurou com pintura não só nas exposições deste grupo como também nas do Grémio Artístico e da Sociedade Nacional de Belas-Artes, tendo-lhe sido atribuída, nesta última agremiação artística, a medalha de honra em pintura. Também obteve a 2.ª medalha de oiro na Exposição de Sevilha (1952), medalha de prata na Exposição do Rio de Janeiro, em 1908, e o 1.º. Prémio Silva Porto, do Secretariado Nacional de Informação em 1948 e 1956.

Principais obras em: Museu de Arte Contemporânea, Museu Nacional Soares dos reis, Museu regional Grão-Vasco, Museu de Sevilha, (…) Casa Museu dos patudos (Alpiarça), Museu Municipal de Ponta Delgada, Casa-Museu Dr. António Anastácio Gonçalves (2 obras), etc.”

 

Fernando Pamplona

In Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses, Volume V, 2.ª Ed., Livraria Civilização, 1988

 

 

Doação de D. Maria Antónia de Carvalho Mendes Ribeiro ao MNS.

 

Nasceu na cidade do Porto, a 17 de agosto de 1936, faleceu a 03 de janeiro de 2019. Foi Licenciada em Biologia pela Universidade de Coimbra. Poetisa com vários livros editados. Além da poesia dedicou-se também à fotografia e à pintura tendo produzido muitos trabalhos. Foi membro da Associação de Escritores Portugueses e da Associação do Idioma e Culturas em Português.

 

Serviço de Mesa produzido região de Limoges em França, cerca de 1890. Manufatura William Guérin (1870-1932). O serviço composto por pratos de sopa,

raso e sobremesa, terrinas, travessas e taças, apresenta uma elegante decoração

de estilo neo-rocaille, com delicados arranjos florais em anil e lilás, interligados com curvas e ondulações, em dourado, inspiradas na natureza. A superficie de base possui subtis ondulações que dialogam com os motivos marinhos (conchas e algas), numa suave volumetria que evidencia as qualidades etéreas da porcelana.

Da doação faz também parte, um par de pitorescas gravuras assinadas por José Relvas (1858-1929), pioneiro da fotografia. (Em exposição na Sala Jorge Barradas,1.º piso)