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As Colecções
As colecções que preenchem esta casa, têm surpreendido os especialistas e peritos dos Museus Nacionais pela sua qualidade, foram adquiridas em leilões e antiquários, nos anos sessenta, altura em que António Nogueira da Silva aumentou consideravelmente a dimensão da sua residência.

Pintura – Um rápido olhar pelos quadros do Museu, revela que a colecção foi fundamentalmente construída em função das disponibilidades do mercado, e não de maneira programada e sistemática, por exercício de um gosto ou como manifestação de uma preferência estética. Luís de Moura Sobral, 1995. Esta pinacoteca é, no entanto, constituída por dois núcleos, um de pintura estrangeira dos séculos XVI, XVII e XVIII, com algumas peças com relativa importância para a história da pintura europeia e um de pintura portuguesa com obras de temática exclusivamente religiosa, tão dominante na pintura dos séculos XVI, XVII e XVIII.

MobiliárioDesde criança, Nogueira da Silva conviveu com objectos de qualidade pertença dos seus familiares maternos, onde existiam móveis Império, faqueiros de prata, oratórios do séc. XVIII e sobretudo um grande número de móveis ao gosto Luís Filipe feitos de mogno (…). (…) Nogueira da Silva manteve até ao fim dos seus dias na sala de recepções o canapé Luís Filipe e dois cadeirões de mogno que foram dos seus Avós, onde sentava os altos dignatários da Igreja e grandes funcionários do Estado ou personagens da vida social, política e económica lisboeta e nortenha que acorriam às suas recepções. Em frente ao canapé tinha o raríssimo “cassone” com pinturas do séc. XV e não longe, o faustoso sofá e “fauteils” dourados Luís XVI. César Valença, 2005
A tradição de cópias de móveis era já frequente no séc. XIX em Portugal, foi-se estimulando, na proporção do aumento do nível de vida e da "democratização" do gosto, por um certo aparato. O hábito das cópias é, de resto, uma das causas que terá impedido a vulgarização e o êxito do mobiliário desenhado no nosso século. César Valença, 2002. Apesar da utilização de cópias na sua residência, o Senhor Nogueira da Silva teve o mérito de adquirir alguns móveis de muita qualidade como os já referidos “cassone” e sofás franceses do séc. XVIII e ainda um louceiro português do séc. XVII, um biombo chinês do séc. XIX, contadores do séc. XVII e um conjunto de mesa, cadeiras e costureira em “papier maché” ao gosto romântico, de entre outros.

OurivesariaO conjunto de pratas Nogueira da Silva é muito rico em arte sacra, facto típico do gosto dos coleccionadores portugueses. Tem bastantes objectos fabricados no Porto e Lisboa incluindo as raras serpentinas do início do séc. XIX ou peças da famosa Joalharia Leitão. As peças marcadas em Braga são motivo de notável orgulho deste Museu. Salienta-se entre as pratas estrangeiras de que os bispos relicários são exemplares raros, a chaleira alemã da época Biedermeier, as duas salvas francesas guilhochadas, ou o bule de café rocaille fabricado em Londres. César Valença, ….

Porcelana – Na sala da porcelana guarda-se uma das mais importantes coleções deste museu com um conjunto de louça da China para exportação, brasonada e com figuras europeias. Desta colecção fazem parte “clássicos” como o prato do serviço verde do Bispo do Porto, D. José de Castro ou um, de outro serviço cuja encomenda é erradamente atribuída aos “Meninos de Palhavã”. O Senhor Nogueira da Silva foi dotado de um fervor coleccionista pelas coisas orientais, como pode ver-se não apenas nas louças desta sala, nos "blanc de Chine" do seu gabinete, ou no pote da dinastia Ming do átrio superior, mas também nos marfins e em algum mobiliário indo-português disperso pela casa. A porcelana, material que nos fascina pelo brilho translúcido, leveza e toque deve-se à China, uma das mais requintadas civilizações. Embora as louças da China, como outros produtos preciosos, chegassem à Europa pelas diversas rotas terrestres que sempre a ligaram à Ásia, é com a descoberta do caminho marítimo para a Índia pelos Portugueses que as porcelanas são exportadas em quantidades significativas para a Cristandade. César Valença, 2002

FaiançaAs faianças da colecção Nogueira da Silva, juntas por uma personalidade de gosto conservador são, por vezes, oriundas de colecções prestigiosas como a do Conde do Ameal que fornecem os magníficos pratos de Aranhões e o par de terrinas de Cifka. (…) O pequeno pote de faiança do próximo Oriente do séc. XVI/XVII, possivelmente Persa, tem uma forte influência Ming não só no desenho, como no «craquelé», o que o torna parente dos nossos Aranhões e, é sem dúvida muito curioso. Os pratos hispano-árabes, que fariam a felicidade de Guerra Junqueiro, ou as faianças azul-e-brancas de Espanha estão também presentes em qualidade e, por vezes, quantidade. (…) O séc. XVIII português deu a esta colecção um par de movimentadas terrinas «rocaille» de uma fábrica do Sul (…). O séc. XIX está magnificamente ilustrado na versão «burguesa» por uma excepcional Talha-fonte, de louça das Caldas, anterior a Bordalo Pinheiro, a lembrar a faiança de B. Palissy. (…) A versão popular do mesmo século é dada pela louça dos “ratinhos”. César Valença, 1988

Escultura – Além das esculturas de Jorge Barradas, notável escultor e ceramista contemporâneo bem representado na casa e no jardim, o Museu possui uma importante colecção de marfins. Para além do inquestionável prazer estético proporcionado, os marfins recordam-nos a extraordinária capacidade dos povos hispânicos para a miscigenação cultural de que algumas das presentes imagens são testemunho, César Valença, 2002. É exemplo disso a placa luso-mogol em baixo relevo, do séc. XVII, que esteve presente na Europália 91 e na grande exposição sobre os Descobrimentos portugueses “Encompassig the Globe” em Washington e Lisboa.

Jardim
A casa possui um jardim de inspiração francesa, com canteiros rodeados por buxo, sendo coroado ao fundo por magnólias rodeando uma fonte barroca originária de uma antiga quinta de Gualtar. Mais objetos artísticos valorizam os jardins, salientam-se as diversas obras de cerâmica de Jorge Barradas. Muito notáveis e raros são dois painéis de azulejos azuis e brancos, feitos na Holanda no século XVIII e que vieram de um palácio. Refira-se ainda a escultura a escultura de Apolo e Dafnée, cópia do século XIX do original de Bernini.

   
   
   
   
   
   
   
   

Terça a Sexta: 10:00 – 17:00
Sábado: 14:00 – 18:00
Encerra à Segunda-feira e Domingo

 

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